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O túmulo vazio – O que aconteceu ao corpo de Jesus?

O túmulo vazio – O que aconteceu ao corpo de Jesus?

“não está aqui, mas ressuscitou”
Lucas 24:6

A ressurreição de Jesus Cristo é de tal modo importante para o cristão, que o apóstolo Paulo não hesitou em declarar: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (I Coríntios 15:17).

Não admira por isso que a ressurreição de Cristo seja um dos eventos mais bem documentados dos evangelhos.


Depois da morte, o quê?

Não há maior questão do que esta: tudo termina na sepultura? Ou há esperança de uma vida depois da morte?
O filósofo inglês, Bertrand Russel, conhecido defensor do ateísmo, escreveu: “Creio que, ao morrer, apodrecerei e nada do meu ego sobreviverá.” (P. Edwards, “Great minds: Bertrand Russell”, Free Inquiry, 2005, 46).
Pelo contrário, os cristãos confiam nas palavras categóricas de Cristo (pronunciadas perto do sepulcro de Lázaro):
“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá.” (João 11: 25, 26).
Haverá alguma base sobre a qual possamos acreditar nas palavras de Jesus?
Sim: a maior é que Ele mesmo ressuscitou, como prova de que a morte não é o fim!

Além do mais, a ressurreição faz de Jesus uma pessoa absolutamente única, quando comparado com líderes religiosos como escreveu o teólogo R.C. Sproul.

“A veracidade da ressurreição é vital para o Cristianismo. Se Cristo foi levantado dos mortos por Deus, então Ele detém as credenciais e a certificação que nenhum outro líder religioso possui. Buda está morto. Maomé está morto. Moisés está morto. Confúcio está morto. Mas, de acordo com o Cristianismo, Cristo vive.”


Que aconteceu depois da ressurreição?

Sabemos que Jesus foi preso, torturado (espancado de forma violenta) e finalmente crucificado. Sabemos que foi sepultado. Mas que aconteceu depois ao seu corpo?

Vamos avaliar várias explicações possíveis.

Hipótese 1 – Jesus não chegou a morrer na cruz (teria apenas desmaiado)

Esta hipótese é absurda e nenhum historiador, mesmo os mais céticos, a defendem. A violência a que Jesus foi sujeito antes de ser crucificado (muitos condenados morriam por essa causa) e a tortura indescritível da cruz não permitem considerar com seriedade esta teoria.

“Cristo, de quem o nome (de cristão) teve a sua origem, sofreu o castigo máximo (…) às mãos do procurador Pôncio Pilatos.”

Tácito, historiador romano (cerca de 56 – 120 d.C.)

Por outro lado, é bom lembrar que a morte de Jesus foi confirmada pelos soldados presentes:

“Foram então os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.”

João 19:32 – 35
Nota: Os patologistas vêm no “sangue e água” sinal inequívoco de morte.

Os defensores desta teoria extravagante especulam que Jesus, apenas ferido, teria escapado da sepultura. Mas como poderia desenvencilhar-se dos rolos de linho que o enfaixavam por completo?

Como teria força suficiente para remover a pedra da entrada (que pesava cerca de 2 toneladas)? E como poderia ter dominado os guardas romanos (profissionais e autênticas máquinas de guerra?

Hipótese 2 – Os discípulos roubaram o corpo

Note-se que o corpo de Jesus foi sepultado no túmulo de um homem bem conhecido, José de Arimateia. Este homem era membro do Sinédrio (conselho de líderes judaicos) e por isso uma personalidade pública.

Certamente com receio de que o corpo de Jesus fosse de alguma forma manipulado, os judeus pediram a Pilatos que fosse montada uma guarda à sepultura. E que guarda! Tratava-se de 4 a 12 soldados, 24h por dia.

Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.

Mateus 27: 64

Quem se atreveria a aproximar-se deles, quanto mais a enfrentá-los? Os discípulos, que tinham fugido, espavoridos? Não faz sentido! Além disso, o sepulcro tinha sido selado e a pena para quem quebrasse o selo imperial era a morte.

Por isso, Mateus conta que os judeus, em desespero, subornaram os soldados para que estes mentissem, contando que o corpo tinha sido roubado (Mateus 28: 12 -14). De outro modo, como explicar que a sepultura estivesse vazia?

E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: 13 Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. 14 E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. 

Mateus 28: 12 – 14

Hipótese 3 – As aparições de Jesus ressuscitado foram alucinações

A narrativa da ressurreição não se limita ao túmulo vazio. Os discípulos de Jesus começaram a testemunhar ter visto o Mestre vivo e essa notícia começou a alastrar rapidamente. Poderiam estes testemunhos resultar de um estado psicológico alterado? Poderiam ter sido alucinações?

Curiosamente, quando algumas mulheres disseram que Jesus lhes tinha aparecido, os primeiros a supor que se tratava de uma alucinação foram os apóstolos:

“E pareceram-lhes como um delírio as palavras das mulheres e não lhes deram crédito.”

Lucas 24:11

Mas, depois das mulheres, as aparições do Senhor sucederam-se rapidamente: a Pedro, aos discípulos de Emaús, aos onze e a outros discípulos, a Tomé (inicialmente cético), a Tiago e, numa só ocasião, a mais de 500 irmãos como Paulo regista: “Depois apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, dos quais vive ainda a maior parte” (I Coríntios 15:6).

Não é possível que 500 pessoas tenham em simultâneo a mesma alucinação. E, caso fosse invenção, muitos ainda estavam vivos para desmentir. Mas não o fizeram! Pelo contrário, eles eram testemunhas da ressurreição. Eles tinham visto, não um fantasma, mas um homem de carne e osso, num novo corpo glorificado. (Ler I Coríntios 15).

Hipótese 4 – Jesus ressuscitou

Segundo as leis da natureza, pessoas comuns não ressuscitam. Mas Jesus Cristo está longe de ser um homem comum, como refere o teólogo e escritor J. Machnen (em A fé cristã no mundo moderno, p.277):

“É improvável que um homem comum ressuscite, mas é improvável que este Homem (Cristo) não ressuscite.”

J. Machnen

A ressurreição confirma o que foi profetizado ao longo da Bíblia: que Deus enviaria o Seu próprio Filho, como homem igual a nós (exceto no pecado), para morrer por nós e vencer a morte.

“Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado; foi ressuscitado ao terceiro dia…”

I Coríntios 15:4

Os discípulos não esperavam que Jesus ressuscitasse. Depois da crucificação, estavam abatidos e confusos, além de assustados (por isso tinham fugido). Mas, de repente, surgem com um ânimo novo. Porquê? Porque tinham tido um encontro com o Ressuscitado! Dirigindo-se à multidão em Jerusalém, Pedro proclama com ousadia:

“Varões israelitas, escutai: A Jesus, o nazareno (a quem vós matastes… ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte.”

Atos 2: 22, 24

Jesus ressuscitou e está vivo!

Hoje podemos ter esta certeza, não só pelo exame de muitas evidências históricas, mas tendo com ele um encontro pessoal. Só assim, tal como os discípulos no passado, deixaremos de viver abatidos e passaremos a encarar o futuro com uma nova esperança.

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